14 de fevereiro de 2013

Tweet #003 - Amor impossível

13 de fevereiro de 2013

A importância das fotos para o Twitter

Em dezembro de 2012, o Twitter ultrapassou a expressiva marca de 200 milhões de contas ativas - ou seja, atualizadas no mínimo um vez por mês. Ao todo, são 500 milhões de perfis existentes na rede de Jack Dorsey. Usuário do Twitter há dois anos e meio, sempre gostei de usar o microblog, seja para me atualizar das últimas notícias ou para postar frasezinhas engraçadas em 140 caracteres, o que é um eficiente estímulo criativo.

Contudo, desde o começo - e ainda até os dias de hoje - o Twitter nunca tratou com muito carinho um dos elementos mais importantes para qualquer rede social: as imagens. No começo, vale lembrar, o site nem previa a inserção e exibição de fotos nos tweets. O serviço, porém, foi se popularizando, ferramentas de compartilhamento de imagens criadas por terceiros foram surgindo, até que a empresa do passarinho azul resolveu abraçar a ideia e facilitar a publicação de fotos por seus usuários. Mais recentemente, mudou a forma como fotos e vídeos são exibidos em sua página.

Um passo importante, sem dúvida alguma. Com essas ações e com o lançamento do Vine, em janeiro, o Twitter tem mostrado que quer se tornar um serviço cada vez mais multimídia e mais presente no cotidiano das pessoas. A questão é: dá para fazer mais? E, afinal de contas, por que o Twitter deveria?

A importância das fotos para o Twitter


Imagens têm uma importante função estética não apenas para o Twitter, mas para qualquer página da internet. Mas quando falamos de uma rede social, sobretudo uma rede social com milhões de usuários, o buraco é mais embaixo.

Para se ter uma noção, todos os dias, 300 milhões de fotos são publicadas no Facebook. Trezentas milhões! E toda essa quantidade imensa de imagens tem uma razão simples de existir: fotos contam histórias, fotos provocam emoções, fotos divertem.

Levando tudo isso em consideração, eu faço a seguinte pergunta: e se o Twitter possibilitasse que seus usuários criassem galerias de fotos em seus perfis ou, no mínimo, organizasse suas fotos automaticamente para eles? A ideia pode parecer ainda um pouco vaga e abstrata, mas ela será detalhada mais abaixo. Antes, porém, há de se observar que esse movimento pelo Twitter resultaria nos seguintes benefícios:

  • O Twitter aproximaria o usuário de um produto que já é altamente desejado por ele (fotos)
  • A organização desse produto de forma bonita e eficiente melhoraria a experiência do usuário ao navegar no site.
  • Melhorando a navegação do site, o Twitter aumentaria a quantidade de cliques, time spent e compartilhamentos de suas páginas.
  • Uma reforma tão impactante como essa reforçaria a posição do Twitter como uma empresa inovadora e em sintonia com seus usuários.
  • E, por fim, representaria novas possibilidades comerciais a serem exploradas pela empresa, o que certamente não prejudicaria o seu bottom line.

Para ilustrar tudo isso, formatando a ideia de forma mais clara e tangível, desenhei abaixo como seriam essas galerias do Twitter.

O acesso
Para acessar as galerias de um usuário, bastaria digitar "/gallery" ao final de seu endereço. No meu caso, por exemplo (@renato_sj), seria: http://twitter.com/renato_sj/gallery.

Estética e organização
As três imagens a seguir são versões diferentes do que seria a página "/gallery" de um usuário. Vale aqui ressaltar que as imagens são meramente ilustrativas e não seguem eventuais diretrizes de design do Twitter ou regras básicas de web design.

Versão com faixas pretas sob os títulos das galerias, inspiradas no menu superior do Twitter (Clique para aumentar)

Versão com faixas azuis sob os títulos das galerias, inspiradas na cor do logo da empresa (Clique para aumentar)

Versão sem faixas nos álbuns e com a indicação da quantidade de fotos em cada galeria. Particularmente, a minha favorita (Clique para aumentar)

Como já foi dito, as três imagens acima são variações estéticas de uma mesma página. Contudo, nos três casos, as funções apresentadas são as mesmas. Foram pensadas quatro tipos de galerias de fotos:

  • Uma galeria (Twitter Gallery) que reúne todas as fotos do usuário, com exceção das do Instagram.
  • Uma galeria (Instagram Gallery) que junta todas as fotos publicadas pelo usuário no Instagram.
  • Uma galeria (#Carnaval Gallery) que agrupa fotos publicadas com uma determina hahstag. Aqui valem ser observados alguns pontos interessantes. Obviamente, tudo depende da regra de negócio do Twitter como empresa, mas as possibilidades são: o usuário escolhe a hahstag de sua preferência; o Twitter escolhe a hashtag editorialmente; o Twitter desenvolve um algoritmo que muda a hashtag do álbum de acordo com as interações do usuário; o Twitter vende esse espaço para hashtags patrocinadas
  • Por fim, um galeria que reúne as fotos publicadas pelos amigos do usuário (ver foto abaixo).

Abaixo dessas quatro galerias, há mais duas, de vídeos, na parte de baixo das telas:

  • Uma que reúne os vídeos que o usuário publica usando o Vine.
  • Outra que reúne todos os demais links de vídeos (YouTube, Vime, Videolog etc) publicados pelo usuários.

A importância das fotos pra o Twitter
Ao clicar na galeria que reúne fotos de seus amigos (Friend's Gallery), o usuário se depara com uma timeline que exibe as imagens em ordem cronológica. À esquerda, a foto e a indicação de quantidade de retweets e favoritos. à direita, o avatar  do amigo que a publicou.

Toda essa ideia pode parecer maluca, mas ela muito se assemelha a algo que o Twitter já faz no próprio site: na aba #Descobrir, o Twitter indica para o usuário toda as atividades de seus amigos. Em outras palavras, essas galerias nada mais são do que feeds automáticos que puxam conteúdos pré-determinados e que são apresentados de uma forma diferente. O que muda, portanto, é apenas a forma como o conteúdo é indexado e apresentado. A lógica e a funcionalidade, porém, já existem atualmente no Twitter.

A formatação que eu fiz da ideia, com quatro galerias de fotos e duas de vídeos, é apenas uma variável. Neste caso, essas seis galerias são default e o usuário não tem a possibilidade de criar novas. No entanto, se o Twitter assim quiser, ele pode abrir essa possibilidade para o usuário, o que eu acho té mais interessante.

Como dá para perceber, a imaginação não tem limite. Mas será que o Twitter está realmente interessado nisso? Faz realmente sentido, do ponto de vista estratégico, ter galerias no Twitter? É bom para a empresa? Para o usuário? O que você acha?

PS: aproveitando o tema, outra coisa que o Twitter poderia adotar em caráter URGENTE é a possibilidade de agendar tweets diretamente pelo site ou aplicativo, sem a necessidade de usar ferramentas criadas por terceiros. Com isso eu melhoro a experiência do usuário com o meu site/aplicativo e o tiro de ambientes de terceiros, que não são controlados por mim. Ao mesmo tempo, melhorando a experiência, eu atraio mais o usuário para o meu site/aplicativo, tendo um controle maior sobre seu comportamento e sobre o impacto que ele sofre da minha publicidade.

12 de fevereiro de 2013

Tweets #003 - Drummond

10 de fevereiro de 2013

Novela Máscaras - conteúdos do site

A novela Máscaras já acabou, mas vale relembrar alguns conteúdos bem bacanas que que criei para o site da novela na reta final:


1) Infográfico dos personagens: bem legal e informativo!

2) Entrevista com Lauro César Muniz: o autor da novela falou sobre o seu último trabalho na Record.

3) Diálogo final: esse foi um conteúdo bem interessante e exclusivo. Aproveitamos que éramos o site oficial para divulgar um dos diálogos do último capítulo. Sinceramente, acho que foi a primeira vez que um site de novela publica esse tipo de conteúdo.

4) Capas de revista: por fim, aproveitamos para brincar com alguns personagens e criamos capas de revista fictícias para eles.

14 de outubro de 2012

Tweets #002 - Advertência

Ajuda a Drummond

Havia duas pedras no meio do caminho 
E eu fui lá e chutei uma delas 
Porque se eu chutasse as duas de lá 
O que seria daquele poeta?

12 de março de 2012

O Guacamole mais surreal da história

Assista abaixo a um vídeo que dá frescor à palavra criatividade. Ele faz parte de uma série de short clips do canal ShowTime. Feito pelo PES, é possível ver o curta infinitas vezes - sem nunca se cansar.

16 de janeiro de 2012

Starbucks: uma marca que sabe se relacionar com seu público consumidor

Recentemente, fui ao Starbucks do shopping Higienópolis encontrar uma amiga que não via há muito tempo. Conversamos por longas horas, colocamos o papo em dia, mas o que mais me marcou durante as horas em que ali fiquei foi o atendimento da rede de cafeterias.

Tudo começou com um engano. Eu havia pedido um frappuccino de baunilha e um pão de queijo. Acontece que vieram dois pães de queijo. Ao alertar um dos funcionários sobre o engano, ele falou que não tinha problema e que o quitute a mais seria uma cortesia. Eu, obviamente, gostei.

Não que o pão de queijo deles seja maravilhoso - aliás, não tem nada de especial e não vale o preço cobrado. Contudo, seria levemente constrangedor ver o funcionário pegando o pão de queijo extra do meu prato, como se aquilo fosse representar um enorme prejuízo para a loja.



Algumas horas depois, já no começo da noite, esse mesmo funcionário abordou minha amiga e eu para saber se não gostaríamos de participar da degustação do  Starbucks. Curiosos, topamos realizar a experiência, até porque nem sabíamos que a rede de cafeterias costuma fazer isso. E foi um dos momentos mais encantadores para mim naquele dia todo.

Funciona assim: os funcionários escolhem um dos vários tipos de grãos que eles usam nas bebidas (no caso, foi o Brasil Blend). Eles preparam tudo numa bandeja bem arrumadinha, que contém o café do grão em questão, a embalagem com o grão puro e um aperitivo, que na ocasião foram deliciosos brigadeiros.

A partir daí, começa uma verdadeira aula: eles explicam a origem do grão, as diferenças do grão, falam sobre a qualidade dos produtos usados na linha de bebidas do  Starbucks e te ensinam a como beber café. Assim como o vinho, o café precisa de todo um ritual na hora de ser apreciado para que suas características sensoriais fiquem mais evidentes a quem o bebe.

É preciso fazer uma "cabaninha" com a mão em cima da xícara para concentrar o aroma do café e tentar identificar suas características olfativas. Cada grão possui cheiros específicos que o remetem à sua origem. O segundo passo e sorver o café, assim como na hora de tomar uma sopa, fazendo aquele típico barulhinho com os lábios. Dessa maneira, estimulamos as papilas gustativas e reforçamos o paladar.

Em seguida, no terceiro passo, vem o compartilhamento das sensações. Num pequena mesa circula estavam eu, minha amiga e mais dois funcionários sentados. Outros dois, que faziam a apresentação, estavam em pé. É um dos momentos mais interessantes. Eu, por exemplo, fiz questão de ressaltar como achei estranho beber café puro, sem açúcar. Para quem não está acostumado é estranho, claro, mas só assim é possível sentir o verdadeiro gosto do café.

Na quarta e última etapa da degustação, eles mostram o que acompanha bem aquele grão específico. Como já disso, no meu caso eram brigadeiros, que consumidos juntos com o Brazil Blend ganhavam um gosto ainda mais especial. Foi aí, aliás, que descobri que há certos tipos de grãos que combinam até mesmo com queijo!

Embora o  Starbucks sempre tenha feito as degustações em suas unidades, foi a primeira vez que participei de uma. E fiquei encantado, não apenas porque é uma ação de relacionamento entre marca e consumidor muito forte e eficiente, mas sobretudo porque ela te possibilita aprender algo novo e interessante.

Você fica lá conversando com os funcionários, que entendem bem do assunto, aprende sobre a bebida e ainda come brigadeiros de graça! Eu, que trabalho com comunicação, sei que isso, no fundo, é uma ação de marketing. Mas mesmo assim não consegui me controlar.

10 de janeiro de 2012

Ideias #003 - Um outro nível para os sites de compras coletivas

Que os sites de compras coletiva tornaram-se um grande sucesso, não tem como negar. O serviço, aplicado a algumas especificidades do mundo virtual, inovou a relação entre marcas e consumidores e adicionou um novo recursou entre as maneiras de ser fazer compra hoje em dia.

A ideia por trás de tudo isso é muito simples, o que mostra que a humanidade ainda nos reservar uma infinidade de inovações e criações que nos impactarão constantemente.

Peixe Urbanos é um dos sites líderes no setor de compras coletivas

Acontece que eu citei os sites de compras coletivas para fazer uma introdução a uma ideia que tive. Nesses sites, o consumidor precisa fazer parte de um coletivo, que por sua vez precisa representar uma quantidade determinada de pessoas, para que ele consiga um desconto matador num produto ou serviço e, no final de tudo, possa aproveitar a oferta. Basicamente, a ideia é essa.

O consumidor ganha porque paga um valor muito abaixo do que o normal por aquilo que lhe é ofertado. E a empresa ganha porque expõe seu produto a novos potenciais consumidores e consegue otimizar o seu negócio. Mais uma vez, a ideia é bem simples - e também genial.

Mas e se, de repente, em vez de eu atrelar a minha oferta a uma quantidade específica de consumidores, eu a atrelasse a uma ação desse consumidor, independentemente de quantos se propusessem a realizá-la? Eu não vou dar o incrível desconto de 70% apenas se reunir mil pessoas para essa oferta*. Eu vou dar o desconto de 70% para qualquer pessoa que, por exemplo, use o logo da minha marca nos seus perfis do Twitter e do Facebook. Eu vou dar o desconto para quem mandar para o meu site uma foto em frente à sede da minha empresa. Eu vou dar o desconto para qualquer um que postar um vídeo fazendo uma maluquice, porque o meu produto é ligado à ideia de pessoas despojadas e aventureiras.

Entenderam qual é a diferença? Eu, como site de compra coletiva, não ofereço à empresa apenas uma quantidade "X" de consumidores, mas sim consumidores que estão dispostos a interagir com a marca, realizando uma determinada ação a favor do produto. Isso propicia uma relação ainda mais estreita entre empresa e consumidor, já que a empresa vai ter um controle muito maior sobre esse consumidor. Ao mesmo tempo, essa relação é mais ampla em suas possibilidades, já que essa ação pode ser qualquer coisa que a criatividade dos executivos da marca permitir.

*Hoje em dia, muitas ofertas nem exigem mais um limite mínimo de interessados

6 de janeiro de 2012

Ideias #002 - Teclado ecológico

E se alguém criasse um teclado, desses que a gente usa no computador, que funcionasse da seguinte maneira: conforme a gente vai digitando, ele vai produzindo energia, oriunda do movimento das teclas? Seria uma solução sustentável? Não sei o quanto de energia seria possível produzir, mas talvez valha a penas pesquisar. Num mundo em que sustentabilidade é a palavra-chave, um teclado ecológico poderia ajudar. Sobretudo em grandes empresas, como as redações de jornais, por exemplo.

2 de janeiro de 2012

Ideias #001 - Festas em salas de cinema

E se alguém construísse um complexo de cinema com salas adaptadas para, além de exibir filme, receber festas e outras comemorações? Seria um lugar divertido para se comemorar um aniversário ou promover uma reunião da empresa ou alguma palestra, por exemplo.

28 de dezembro de 2011

Jornal da Record News inova com corais no fim de ano

Para quem não conhece, o Jornal da Record News é um telejornal apresentador por Heródoto Barbeiro e Andréa Beron na Record News. O telejornal possui várias características próprias, sendo uma delas a participação de uma atração musical em todas as suas edições.

Durante a semana de Natal, o JRNews convidou corais natalinos para se apresentarem no estúdio, reforçando o espírito natalino dessa época de fim de ano.

O mais bacana é que a produção do jornal conseguiu achar corais de todos os tipos, os mais variados possíveis. Mais do que isso, porém, a qualidade desses conjuntos de vozes é sensacional. Abaixo, é possível ver apresentações de todos os corais convidados!

Vale observar que só foi possível achar uma apresentação de alguns corais, sendo que todos eles cantaram duas vezes: no começou e no fim do Jornal da Record News.

O primeiro coral a se apresentar, na segunda-feira (19), foi o Coral da USP (Universidade de São Paulo).





Na terça-feira (20), foi possível conferir a apresentação do Coral do Esporte Clube Pinheiros.



Na quarta-feira (21), um conjunto bem diferente: o Ministers Choir, que tem suas origens nos corais americanos que celebram o gospel.





Na quinta (22), o Coral Ecoart fez a alegria no estúdio.



Por fim, na sexta (23), o Coral do Clube Transatlântico, de origem germânica, encerrou a semana de corais, cantando inclusive um lindo baião.



26 de dezembro de 2011

Tweets #001 - O sobrenome

23 de dezembro de 2011

Elogio do Barbeiro




INTERIOR. REDAÇÃO R7. NOITE.
A porta do elevador se abre. Um rapaz – RENATO, 25 – de estatura mediana e cabelos pretos, carregando uma mochila no ombro direito e uma blusa verde musgo no esquerdo sai do elevador. Ele vira à sua esquerda e bate seu crachá no relógio de ponto. Entra num grande salão lotado. É uma redação de jornalismo. Ele vira para a esquerda e anda por toda a extensão do ambiente até chegar ao computador que costuma usar, bem na ponta do salão.

RENATO
Boa noite, boa noite. Boa noite!

Algumas pessoas em volta respondem enquanto outras continuam com seus afazeres. Renato senta, liga o monitor do computador e coloca sua senha para entrar no sistema. Uma mulher loira – TATIANA, 30 –, sua chefe, se aproxima de Renato.

TATIANA
Rê, tem o cross do JRNews hoje.

RENATO
Ah, pode deixar. Já vou começar a fazer.

Renato começa a navegar pela internet em busca das principais notícias do dia.

P.V. DE RENATO
Na tela do computador, Renato passa por várias notícias, de vários sites, em busca de uma reportagem ou manchete que lhe chame a atenção.

CORTA PARA:
O teclado do computador enche a tela. As mãos de Renato mexem-se freneticamente.

CORTA PARA:
P.V. DE RENATO
Na tela do computador, é possível ver as letras surgindo rapidamente num programa de edição de texto conforme o ritmo do barulho da digitação de Renato.
SENTADO À MESA
Renato mexe alguns segundos no mouse do computador. Em seguida, pressiona a tecla ENTER. BARULHO DE UMA IMPRESSORA. Renato se levanta e vai até a impressora, que fica a dois metros à sua esquerda, numa grande bancada que percorre quase toda a lateral da redação. Ele pega duas folhas que foram impressas e caminha para o elevador.

INTERIOR. ELEVADOR. NOITE.
Renato se olha no espelho que cobre a parte de trás do elevador. Mexe no cabelo e arruma a camiseta preta com um símbolo tribal. Ele também coloca os fones de ouvido, que passam por dentro de sua camiseta e cuja extremidade pendurava-se pela gola da roupa. O elevador faz um barulho, indicando que chegou ao térreo. Renato sai do elevador, chegando ao -

INTERIOR. REDE RECORD. NOITE.
Assim que sai do elevador, deparando-se com uma larga porta de vidro automática cinco metros à frente, Renato, sem passar pela porta, vira à esquerda e, poucos metros adiante, à esquerda de novo num longo corredor. Ele vai passando por uma sequência de corredores, até chegar a um grande pátio com um teto transparente. É um conjunto de estúdios de televisão. No pátio não se encontra praticamente ninguém. Ele caminha por cerca de 30 metros até chegar a uma grande porta dupla cinza, com apenas um de seus lados aberto.

INTERIOR. RECEPÇÃO RECORD NEWS. NOITE.
Assim que entra no local, Renato se depara com uma recepção vazia. Ele passa por algumas portas como se já conhecesse o lugar.

INTERIOR. REDAÇÃO RECORD NEWS. NOITE.
Renato entra numa típica redação de telejornalismo. Várias pessoas, sentadas em suas estações de trabalho, se apressam em função do telejornal que irá começar em breve. Renato caminha pelo ambiente até entrar numa sala lateral, toda de vidro, em conjunto com mais três ou quatro. Assim que entra no pequeno recinto, Renato enxerga um homem – HERÓDOTO BARBEIRO, 65 – que estava chupando uma bala, daquelas que grudam no dente se não forem mascadas com habilidade.

RENATO
Olá, Heródoto, tudo bem?

HERÓDOTO BARBEIRO.
Opa!

Ao perceber a chegada de Renato, Heródoto rapidamente tira um e outro objeto de sua mesa, olha para as mãos de Renato, atento para o que ele tem a dizer.

RENATO
Heródoto, trouxe algumas sugestões para o cross de hoje. Vê o que você acha.

Renato entrega uma das folhas de papel que carregava para Heródoto, que começa a analisar seu conteúdo enquanto continua a chupar a bala. O semblante de Renato é de apreensão. Ele sabe que está falando com um dos principais jornalistas do Brasil, enquanto ele é apenas um iniciante na carreira. Em pouco tempo, Heródoto termina a leitura do papel.

HERÓDOTO
Está ótimo, está muito bom. Muito bom mesmo.

RENATO
Não precisa mudar nada, então?

HERÓDOTO
Não, assim tá bom.

RENATO
Tá certo, então. Então eu vou te mandar por e-mail, como sempre, e aí eu desço aqui depois quando o jornal estiver para começar, já com a primeira parcial da enquete e alguns comentários do mural, ok?

HERÓDOTO
Combinado! Obrigado.

Renato sai da sala de Heródoto, aparentando felicidade. Ele acabou de receber um “muito bom, muito bom mesmo” de Heródoto Barbeiro.

16 de junho de 2011

Ídolos e redes sociais: como amplificar o alcance de ações na internet

Eu trabalho no Portal R7, mais especificamente na editoria que cuida dos programa da Rede Record. Em outras palavras, sou responsável, junto com dezenas de outros redatores, por cuidar dos sites relacionados às atrações da emissora.

Nesses últimos meses, porém, tenho me dedicado mais ao Ídolos, em função da importância do reality show para a grade de programação da Record. Numa das reuniões que participei com a equipe do programa, uma questão interessante surgiu.

Algumas vezes, a plataforma digital, a internet, o site de um programa específico é visto pelo departamento comercial [e isso eu digo geral, de qualquer empresa] não como mais um importante meio para se gerar renda, mas sim como um canal secundário para se gerar renda. "Um bônus", como foi dito. "Pague XX milhões pela cota de patrocínio do programa e ganhe um banner na nossa página".

No entanto, com um bom planejamento, é possível SIM usar o meio digital (no caso, as redes sociais) como uma ferramenta importante e independente para se ganhar dinheiro com televisão.

Por exemplo: no caso do Ídolos, temos um Twitter com aproximadamente 50.00 seguidores. No Facebook, 10.000 pessoas curtem nossa página. No Orkut, há duas grandes comunidades (não-oficiais) que, juntas, somam 100.000 usuários. Bacana, não? São números interessantes, correto?

Nesta temporada, NET e Pepsi foram dois dos principais patrocinadores do programa, e irei usá-los como exemplo.



- E se toda vez que algum link fosse tuitado, a gente usasse um encurtador de URL do tipo "virtua.com/agr58" ou "pepsi.me/e5r1w"?
- E se todo álbum que criássemos no Facebook e no Orkut possuíssem, como capa, a logomarca dessas empresas?
- E se toda foto de todo álbum tivesse, num cantinho superior ou inferior, a logomarca ou marca d'água da logomarca dessas empresas?
- E se apps para Facebook fossem criados em conjunto, como essa ótima ideia da Pepsi?
- E se as páginas dos patrocinadores fossem fixados nas "Opções de Curtir" da página do Ídolos, como faz o American Idol?
- E se a landing page da página do Ídolos no Facebook fosse uma página específica para a promoção dos patrocinadores (dentro de um contexto atraente para o usuário)?
- E se as comunidades do Orkut tivessem acesso a uma câmera exclusiva dos bastidores durante os programa ao vivo, vendo e o ouvindo o que os candidatos fazem nos comerciais? Algo do tipo: "A conexão de internet banda larga mais confiável do Brasil revela os segredos dos seus ídolos". É só criar um canal via streaming para que isso ocorra e pronto!
- E se os principais blogs que falam de Ídolos recebessem alguns media kits sobre o programa, com informações exclusivas?

Tudo isso ajuda a divulgar essas marcas constantemente - de forma intensiva - durante três ou quatro meses, que é o tempo de duração do programa. Imagina a sua marca ser citada o tempo todo para milhares e milhares de usuários e dentro do contexto editorial dos conteúdos gerados pelo programa na internet?

Acho seriamente que esse tipo de estratégia possa existir!

Sandy poderia ser ainda mais Devassa

Uma das grandes ações publicitárias do ano aconteceu no Carnaval de 2011, quando a marca de cerveja Devassa lançou sua campanha com a cantora Sandy. Independentemente dos resultados que a ideia possa ter gerado para a empresa, ela  conseguiu algo importante: destacar a marca numa época em que as cervejas investem muito dinheiro em divulgação.

Ao ver a campanha da Devassa, me lembrei de um vídeo bem engraçado do Saturday Night Live, no qual a atriz Natalie Portman começa a "destruir" sua própria imagem, dizendo que ela não é o modelo a ser seguido que todos acham que ela é.

Natalie Portman é uma atrzi respeitada, vencedora das maiores premiações cinematográficas, graduada em Harvard e é engajada em causas políticas e sociais.

Ao estrelar um rap em que profana diversos palavrões e se comporta como a verdadeira "gangster", Portman provoca a mesma ruptura que foi pretendida pela ação da Devassa. Acho que seria uma boa ideia fazer algo parecido com a Sandy. Certamente, seria um vídeo que atingir a marca dos milhões de acesso rapidamente.

Abaixo, veja o vídeo do SNL!

4 de abril de 2011

Mafia Wars + Paint Ball + Geolocalização = Aplicativo Bacana

A onda dos aplicativos para smartphones está em alta e tende a crescer ainda mais. Vira e mexe, surge um novo app que atrai as atenções para si e se torna a nova febre do mobile world. E não é à toa. Eles possuem características que condensam, cada um a sua maneira, um dos maiores desejos das pessoas: diversão.

Pensando nisso, eu "criei" um aplicativo hipotético que junta as características de vários programinhas nos quais me viciei. A ideia ainda é bem rudimentar, o nome é provisório, o layout é pouco original e a descrição não tão detalhada. Mas dá para ter ideia do que se trata.



Espero que alguém goste e, quem sabe, desenvolva o aplicativo :D Acho que faria muito sucesso! Abaixo, segue a descrição oficial do HuntMyFriends.

O HuntMyFriends é um aplicativo para smartphones baseado em elementos de RPG que tem como objetivo reunir amigos para um jogo que é, ao mesmo tempo, virtual e real. Basicamente, ele utiliza o sistema de geolocalização do aparelho para criar competições entre amigos de uma mesma localidade.

O app é uma mistura de Foursquare com MafiaWars e Paintball. A ideia é promover um jogo bem similar ao Paintball, usando, contudo, o conceito de geolocalização e itens virtuais, como armas, escudos e equipamentos.

A tela do jogo (um mapa) indica você como um ponto verde seus amigos (sua caça) como vermelhos. Usando as armas disponíveis (você ganha itens mais poderosos conforme evolui no jogo), você precisa caçar e aniquilar seus amigos. Dependendo da arma que você usar, a distância necessária para se chegar perto do adversário e atingi-lo poderá ser maior ou menor. Por fim, dependendo do seu avanço no jogo, você poderá adquirir medalhas que irão lhe posicionar entre os melhores jogadores de HuntMyFriends.

31 de março de 2011

Como as fabricantes de impressoras podem melhorar a experiência de seus clientes com seus produtos

Já faz quase duas semanas que eu tenho pesquisado modelos de impressoras em sites de compra, comunidades no Orkut e em fóruns sobre tecnologia. Como estou pensando em comprar um modelo novo, quero ter certeza de que não irei me arrepender de minha futura aquisição.

Acontece que, para mim, um usuário convencional com necessidades básicas relacionadas à impressão de documentos, é difícil encontrar um modelo que realmente se destaque, pois há vários com custos e desempenhos idênticos.

Foi aí, então, que me veio à mente: por que os fabricantes de impressoras não investem no usuário em si, na experiência que ele pode ter com seus produtos? Exemplo:

Imagina que você tem dez páginas de um texto para serem impressas. Você vai lá em Arquivo < Imprimir e dá OK. Ao término da impressão, contudo, você percebe curiosamente que há onze páginas no documento, ou seja, uma mais do que deveria haver. Mais do que isso: essa página a mais contém uma mensagem que diz que você ganhou 15% de desconto na compra do seu próximo cartucho. Legal, né?

Pois é justamente isso que eu estou falando! Não seria bacana se as impressoras tivessem um sistema que, a partir das impressões feitas pelo usuário, fornecesse vantagens para ele? Dessa maneira, o cliente ficaria estimulado não apenas a adquirir o produto - pela sua inovação -, mas também a usá-lo (já que, a qualquer momento, ele pode ser surpreendido com um prêmio. Além disso, quanto mais ele usa a impressora, mais tinta de cartucho ele consome.

E se a gente pensar mais um pouco, dá para ir além. No lugar da mensagem em texto, por exemplo, essa página a mais poderia ser um QR Code. O cliente então vai exibir esse código em frente a uma webcam e poderá, por exemplo, visualizar um modelo 3D de algum outro aparelho da marca (algo similar ao que a Olympus fez).

Já no caso de uma multifuncional, o usuário pode ser convidado a utilizar todos os recursos do aparelho. Em outras palavras, ao imprimir um documento, ele ganha um QR Code. Ao usar o scanner, outro. Ao digitalizar uma foto, outro. E por aí vai.

Esse sistema pode até mesmo virar um mercado paralelo. Pelo site do fabricante, o usuário pode comprar créditos que lhe garantam esses códigos aleatórios (e que nem precisam ser sempre prêmios ou descontos; podem ser frases de efeito, poemas, piadas, dicas de consumo, de tecnologia etc).

24 de março de 2011

Pôster criado para o Instituto Vladimir Herzog

Abaixo segue a imagem do pôster que eu criei para a promoção do Instituto Vladimir Herzog em relação à edição deste ano do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos e para o 3º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão.

Aliás, é importante observar que a primeira edição deste segundo prêmio, em 2009, teve eu como um dos vencedores.

Voltando ao pôster, a ideia é mostrar um homem em direção à vida (representada por uma árvore) e à liberdade (expressa pelo céu grande e limpo). O sol tem seus raioz de luz geométricos apontados em direção à árvore justamente para indicar que liberdade e vida são conceitos que precisam exitir simultaneamente.

22 de março de 2011

O Orkut ainda pode melhorar e dar a volta por cima!

Na última segunda-feira (21), o Orkut lançou, apenas para alguns usuários, o novo visual do site, em tentativa de melhorar a percepção dos internautas brasileiros em relação à rede social. Pelo pouco que foi divulgado, as novidades parecem promissoras, e a empresa ainda promete mais recursos inéditos, mas sem definir quando.

Ao ler a notícia, lembrei-me de algumas sugestões que fiz, há pouquíssimo tempo, sobre o Orkut. Desde a nova versão, lançada em 2009, senti que o site caiu de qualidade. Minha maior objeção sempre foi a falta de organização nas informações. Era difícil achar o que eu queria.

No entanto, o novo design - e as novas funções - lançados ontem, aparentemente, foram muito bem pensados. Não sei até que ponto o Orkut conseguirá competir com o Facebook (e não acho que nenhum dos dois seja concorrente direto do Twitter), nem mesmo no Brasil; mas aprovo todo tipo de decisão que tenha como objetivo melhorar essa rede social tão mercante para nós, brasileiros.

Abaixo, coloco as sugestões sobre as quais comentei. Elas foram criadas simplesmente para ilustrar alguns pontos que considero importantes no site. Com exceção da coluna central e do destaque de fotos, que foram obviamente "inspirados" no Facebook, o resto praticamente já existia no Orkut. Apenas as funções relativas às comunidades (que são a verdadeira alma do Orkut) é que talvez sejam o aspecto mais original. Clique nas imagens para ver mais detalhes e ler as observações.



21 de março de 2011

Aplicativos para a cidade de São Paulo: monitoramento dos ônibus

Nesta segunda-feira (21), o Metrô de São Paulo lançou uma iniciativa interessante: por meio de um recurso disponível em seu site, os usuários agora podem saber, em tempo real, a situação das principais linhas do sistema de transporte subterrâneo da cidade.

Quando fiquei sabendo da ação do Metrô, há alguns dias, imaginei que seria algo parecido com uma ideia que tive há pouco tempo, voltada para os ônibus do capital: um aplicativo para smartphones que tem como objetivo monitorar, também em tempo real, a localização de todos os veículos coletivos da cidade.

Funcionaria da seguinte maneira: cada ônibus teria um sistema de GPS instalado (ou qualquer outro dispositivo que consiga indicá-lo num mapa), possibilitando que os usuários do sistema público de transporte saibam sua exata localização.

Imagine que você acaba de sair de casa em direção ao trabalho. Ao chegar no ponto, preocupado com a demora, você decidi usar o aplicativo para saber se o ônibus que você pega está muito longe da onde você está. É só digitar o nome ou número da linha desejada e, baseando-se no seu atual ponto de localização, o aplicativo automaticamente determina a distância do ônibus (bolinhas coloridas num mapa, como na imagem abaixo) e gera uma estimativa para que ele chegue até você.

Com isso, você consegue se planejar melhor, decidir se pega outro ônibus, se muda seu itinerário, se vai de Metrô ou se pega carona com o vizinho. Bem interessante, não? Você poderia até mesmo ficar em casa, sem se preocupar com o horário, e só sair quando o aplicativo emitisse um alerta sonoro, apontando que o ônibus que você costuma pegar está se aproximando.

Mais do que isso, o aplicativo poderia oferecer vários outros recursos. Na barra inferior da imagem que fiz de exemplo, simulando como seria esse aplicativo, imaginei a aplicação de algumas funções, como:
1) Pesquisa Geral: usar o sistema de pesquisa que há tempos já está disponível no site da SPTrans elo qual você determina um ponto de saída e um ponto de chegada para que o sistema aponte os trajetos disponíveis para você.
2) Situação do Metrô: integração com o recurso que o Metrô lançou hoje, fazendo com que o usuário tenha uma noção mais completa de como está o sistema público de transporte naquele exato momento.
3) Rastrear Ônibus: seria a principal função do aplicativo: adicione as linhas que deseja monitorar e saiba o ponto exato de cada veículo dessas linhas na representação de um mapa da cidade.
4) Carregar Bilhete Único: por meio de um cadastro feito previamente, no qual o usuário preenche seus dados pessoais, de seu Bilhete Único (que é intransferível) e de seu cartão de crédito ou débito, ele poderá - a qualquer momento, em qualquer lugar - fazer a recarga do Bilhete Único. É só escolher o valor e confirmar com a senha do sistema.
5) Fale Conosco: um fale conosco para enviar críticas, sugestões, observações e elogios. O usuário clica e escolhe entre enviar um e-mail ou falar diretamente com o 156.

Por fim, o aplicativo poderia ter uma pegada mais forte de mídias sociais, possibilitando que os usuários publicassem (como no Twitter) informações relevantes para os demais usuários, tais como: dicas de atalhos, acidentes em alguma região, trânsito em alguma região, falta de energia (no caso dos ônibus elétricos), acidentes etc. Como é possível ver no exemplo que eu criei, haveria uma barra, na parte superior, com informações sobre o sistema de transporte.

E aí, o que acharam? Eu, como usuário VIP do sistema público de transporte da cidade de São Paulo, iria adorar ter essa facilidade no meu dia a dia!

CONFIRA TAMBÉM:
O Restaurant Week e as mídias sociais: uma boa dupla

8 de março de 2011

O Restaurant Week e as mídias sociais: uma boa dupla

Um dos meus eventos culturais favoritos na cidade de São Paulo é o Restaurant Week (SPRW). A ideia de facilitar o acesso das pessoas a alguns estabelecimentos gastronômicos da capital é extremamente interessante e elogiável. Mais do que isso, a organização do SPRW ainda sugere que os clientes contribuam com R$ 1,00 para ações sociais. Em 2011, o evento acontece entre os dias 21 de março e 3 de abril.

Como sou um entusiasta do SPRW, pensei numa forma interessante do evento usar as mídias sociais a seu favor, estimulando as visitações dos frequentadores durante o período em que ele acontece e, obviamente, aumentando o valor arrecadado para as instituições assistenciais.
A ação
O SPRW poderia lançar um aplicativo semelhante ao Foursquare, no qual o usuário se cadastraria na intenção de ganhar vantagens durante o evento. A dinâmica é bem simples: uma vez com o programa instalado no seu smartphone, o cliente vai em qualquer um dos restaurantes participantes do SPRW. Ao pedir a conta, ele recebe junto um QR Code*. O usuário então aponta a câmera do celular para o código e, automaticamente, o aplicativo irá detectar que aquele usuário (já cadastrado) consumiu naquele local (como se fosse um check in).

Ao final do evento, o usuário (ou os usuários) que tiver feito mais check ins ganha, por exemplo, três jantares gratuitos, para ele e mais um acompanhante, em qualquer estabelecimento conveniado ao SPRW. Durante a semana em que a promoção acontece, o aplicativo vai mantendo um ranking para estimular a competição entre os participantes.

Além disso, também é possível premiar os "prefeitos" (mayors) de cada restaurante. Quando o SPRW terminar, o cliente mais assíduo de cada estabelecimento ganha um desconto na próxima vez que visitar o local (ou então ganha o direito de pagar o mesmo valor proposto pelo SPRW na próxima vez que comer no restaurante);

Por fim, como não poderia deixar de ser, ainda é possível brincar com o que há de mais divertido no Foursquare: as insígnias (badges). E aí as combinações são inúmeras. Por exemplo, o cliente que fizer 10 refeições em culinárias de países diferente ganha a insígnia "Nações Unidas". Como consequência disso, ganha mais um prêmio. Se ele fizer ckeck-in num restaurante tipicamente brasileiro, em outro tipicamente português e em outro tipicamente angolano, ele adquire a insígnia "Museu da Língua Portuguesa", ganhando duas entradas grátis para o museu.

Portanto, o Restaurant Week é um evento que possibilita trabalhar seus adeptos de forma bem divertida.

*A ideia de se usar um QR Code tem como objetivo otimizar a experiência do usuário no SPRW. O código não serve apenas para liberar um check in. A proposta é que, por exemplo, se o cliente está num restaurante de comida tailandesa, o código libere uma animação relacionada à Tailândia, passe uma mensagem divertida e, aí sim, libere o check in para o aplicativo do cliente.

6 de março de 2011

Raul Seixas em: A Lucidez de um Maluco

Ouça, mais uma vez, o documentário especial sobre Raul Seixas, um dos maiores ícones do rock brasileiro. Em apenas 16 minutos, o trabalho mostra um lado desconhecido do Maluco Beleza: um lado mais humano, mais pai de família, mais amigo, mais marido e mais irmão.

Raul Seixas - A Lucidez de um Maluco by Renato Santana

6 de julho de 2010

Quanto Vale um Egresso?




Vídeo-documentário que eu e um amigo da faculdade fizemos como resultado do I Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão (2009), promovido pelo Instituto Vladimir Herzog de Jornalismo e Direitos Humanos. O vídeo tem como objetivo compreender as dificuldades de reintegração social de egressos do sistema penitenciário, abordando o tema de uma maneira humanizada.

Direção: Leandro Siqueira e Renato Santana

Em agosto de 2010, o Jornal da Gazeta fez uma matéria sobre o documentário.
Também em agosto, o Estadão divulgou o vídeo em sua página na internet.

Repórter MAM

O tarefa era visitar o Museu de Arte Moderna de São Paulo e fazer uma reportagem sobre a exposição. Eu e uma amiga (o trabalho era dupla) resolvemos apresentar o texto de uma forma diferente: diagramado em uma revista. O resultado ficou bem bacana. Confiram!


Português Hiperbólico 5

Ela era dócil, um pouco difícil, odiava o ócio, resolveu então abrir um negócio. Montou um consórcio e me largou no altar por um dos sócios, um argentino dono de um palácio. Veio o divórcio. Eu já sabia que a vida não era fácil, mas tudo parece ter um "que" de fictício. Me sinto um lixo, uma peça antiga, um fóssil. Eu quero um beijo e um pedaço de carinho embrulhado num 'abrácio'. Joguem fora o ursinho de pelúcia.

Português Hiperbólico 4

Ele tinha medo de lugar fechado: era claustrofóbico. Um dia ficou preso no elevador: foi catastrófico. O jeito foi relaxar: com alucinógenos. No final foi resgatado: por paramédicos.

A Minas, o que é de Minas

Para quem fala de amor, o meu carinho.
Para quem fala de Deus, a minha benção.
Para quem falam de paz, o meu sossego.
Para os que falam de Minas, um pão de queijo.

Português Hiperbólico 3

Seu Castilho era um velho com problema nos olhos. Só comia macarrão ao alho e óleo. Um dia, porém, lhe serviram com molho. E logo ele esbrabejou: "Que caralho!"

Crescer e aparecer

Eu fico imaginando se aquelas mulheres de comercial de cerveja, na época em que eram crianças, e alguém lhes perguntava o que queriam ser quando crescessem, respondiam: "um estereótipo".

Português Hiperbólico 2

Mais do que grande, o tombo foi gigante. Ela me disse toda saltitante: "Amor, tenho um amante". Foi estonteante. Seria a minha vida um conto de Cervantes ou a realidade é assim mesmo, deveras dilacerante? Perguntei titubeante: "Não me amas como antes?" A resposta foi cortante. Fiquei triste. E não rimei mais por nenhum instante.

Olha só que coisa estranha

Seus olhos eram pintados, sua boca sedutora
Só usava minissaia e rebolava a noite toda
Ela até que era bonita, mas não sabia lavar louça
Daria uma boa modelo, mas não uma boa esposa
Esses versos são sim machistas, porém nada escabroso
Pior seria se eu dissesse, que essa moça é um moço

Resumo da Ópera: Dom Quixote

Dom Quixote era um cara estranho, achava que vivia num sonho e, embora fosse risonho, nunca foi de morder a fronha. Gostava de Dulcinéia, foram juntos tomar banho, ela riu de seu "tamanho" e ele ficou todo tristonho. Desde então foi algo medonho, desgarrou-se de seu rebanho e ao lhe perguntarem sobre moinhos, respondia:
- Deles, eu ganho.

Ode ao pé e derivados

Ele possuía próteses no lugar de pernas. E ainda assim corria maratonas todos os anos. Era um bom atleta. Porém, certa vez, a prótese quebrou-se ao meio durante uma corrida, perto da linha de chegada, fazendo-o perder uma prova quase certa. Quem diria: a perna o havia deixado na mão. Seria ele um verdadeiro pé frio?

O jeito era relaxar, comer um pé de moleque e talvez, quem sabe, dançar um pouco. Ouvira dizer que ele era um dos melhores pé de valsa da cidade. Outros, porém, me diziam que ele não passava de um pé rapado. Na dúvida, fiquei com um pé atrás. Afinal de contas, não dá para levar tudo o que dizem ao pé da letra. Mas amanhã será um novo dia e, na próxima corrida, que ele comece com o pé direito.

Toda essa história, sem pé nem cabeça, me foi contada ao pé do ouvido por uma senhora que conheci no metrô. Estava de pé, e ela, sentada. Ao abaixar-me para conversarmos pude reparar nos pés de galinha que marcavam fortemente seu já bem usado rosto. Que seja tudo verdade, pois contar mentiras é dar tiro no próprio pé. Como diz o ditado: mentira tem perna curta.

Contou-me também que era atriz. "De cinema?", perguntei. "Não, de teatro", esclareceu-me. Inclusive, estava a caminho da sala de espetáculos. Apresentaria-se dentro de pouco tempo numa readaptação de Footloose. "Pois então quebre a perna", respondi, desejando-lhe sorte. Ela sorriu e me agradeceu pelos votos de sucesso. Em retribuição, me deu um pé de coelho para me proteger. Despedimo-nos e fui para casa.

No caminho resolvi passar no supermercado. Não sei por que, mas estava com uma vontade louca de comprar um pé de alface. No caixa, reparei numa mulher grávida que encontrava dificuldades em embrulhar suas compras. Ela me viu e pediu ajuda. Fingi que não a vi fui embora dando uma de João sem braço.

Ao chegar em casa não encontrei ninguém. Vi um recado de minha esposa no criado-mudo: “Querido, fui embora”. Meu Deus, ela pôs o pé na estrada! O jeito era apertar os passos e descobrir para onde ela havia ido. Bati o pé decidido que iria encontrá-la, seja onde for que ela estivesse. Nem que precisasse ir a todos os hotéis do Estado, arrombando quarto por quarto com um pé de cabra. Na ânsia, fui atropelado. O final de tudo não foi dos melhores: bati as botas.

A saga de João Amélio

Eram 2 horas quando João Amélio sentiu seu coração bater mais rápido. Às 3h, ele parou. Às 4h, já era tarde quando a família chegou em casa. Às 5h, entrou na ambulância. Às 6h, chegou ao hospital. Às 7h, foi atendido. Mas no fundo nem precisava. Às 8h, foi dado como morto. Nunca conheci João Amélio. Nem antes nem depois das três.

Resumo da ópera: Supermam

Ele era um super-homem, com superpoderes
Dos seus olhos saía um raio laser
Seu verdadeiro nome era Clark Kent
Um apaixonado por Lois Lane